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Júri popular deixa Tribunal para inspecionar casa da ré e local onde copeira foi morta com tiro na cabeça, em Curitiba

Por Amilcar Bueno em 26/05/2022 às 15:40:39

Rosaira Miranda da Silva morreu baleada durante uma festa, em dezembro de 2016; acusada foi exonerada do cargo de investigadora e será julgada por homicídio duplamente qualificado. Júri ocorre nesta quinta (26). Júri popular deixa Tribunal para inspecionar casa da ré e local onde copeira foi morta com tiro na cabeça, em Curitiba

Giuliano Gomes/PR Press

A ex-policial civil Kátia das Graças Belo, acusada de matar a copeira Rosaira Miranda da Silva em uma festa, em Curitiba, está sendo julgada pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (26). No início da tarde, os jurados foram levados ao local do crime e também à casa da ré.

O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar considerou que, desta forma, o júri poderá "ter uma compreensão mais integral" de como o caso aconteceu.

"A fim de que os jurados possam ter uma compreensão mais integral acerca da dinâmica do ocorrido, defiro o pedido formulado pela defesa referente à inspeção no local dos fatos e consigno que referida diligência abrangerá tanto a residência da acusada Kátia das Graças Belo quanto o estabelecimento comercial onde ocorreu o delito", escreveu o juiz.

No início da tarde desta quinta (26), os jurados foram levados ao local do crime e também à casa da ré

Giuliano Gomes/PR Press

Kátia Belo, que era investigadora da Polícia Civil, está sendo julgada por homicídio duplamente qualificado pela morte de Rosaira, crime registrado em dezembro de 2016.

A copeira morreu após ser baleada na cabeça durante uma confraternização do trabalho dela, em um prédio que fica aos fundos de um lava a jato.

De acordo com a denúncia, Kátia se irritou com o barulho da festa e atirou no estabelecimento vizinho. Em junho do ano passado, a policial foi exonerada do cargo. Ela responde ao processo em liberdade.

Entre as 13 pessoas que serão ouvidas nesta quinta-feira, estão o viúvo e o filho da copeira, que vão falar como informantes. Depois da visita aos locais, serão ouvidas 10 testemunhas e três informantes.

Posteriormente, ocorrem os debates entre defesa e acusação. Por fim, os jurados se reúnem para dar a decisão, e o juiz aplica a pena.

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A data deste julgamento foi marcada no mês de abril, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Após a marcação da data, a defesa de Kátia disse que espera que ela seja "responsabilizada na medida da culpabilidade dela, nem mais e nem menos. Seja feita justiça e não linchamento".

Julgamento de Kátia das Graças Belo ocorre no Tribunal do Juri, em Curitiba

Natalia Filippin/G1

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Relembre o caso

A copeira Rosaira Miranda da Silva estava em um restaurante no Centro Cívico, onde ocorria uma confraternização da empresa em que trabalhava, em 23 de dezembro, quando foi atingida por um tiro na cabeça.

Caso aconteceu em 23 de dezembro de 2016, no Centro Cívico, em Curitiba

Reprodução/RPC

Imagens de câmeras de segurança mostram a policial civil Kátia das Graças Belo em frente ao local do crime, com o namorado, que apedreja o restaurante onde estava a vítima.

Segundo a investigação da polícia, isso ocorreu momentos antes do crime. Assista ao vídeo abaixo.

Vídeo mostra policial acusada da morte de copeira momentos antes do crime

Em janeiro de 2017, a investigadora afirmou que se tratou de uma fatalidade e que não acreditava que o tiro havia saído da arma dela. Ela disse que atirou para o chão.

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Dois meses depois, um laudo da Polícia Científica apontou que um estojo de pistola encontrado na investigação saiu da arma da policial. O laudo não indicou se a bala que atingiu a vítima saiu da arma da investigadora.

A decisão que determinou que Kátia seja julgada por homicídio duplamente qualificado foi estabelecida por colegiado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em junho de 2021.

Anteriormente, em julho de 2017, a Justiça havia decidido que a então policial iria a júri por homicídio simples, com pena que varia de 6 a 20 anos de prisão.

Após recurso, o ministro do STJ Ribeiro Dantas definiu que a ré responderia por homicídio triplamente qualificado, com pena base de 12 anos. Os ministros da 5ª Turma decidiram pelas qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

Depois, o próprio ministro reconsiderou a decisão, deixando apenas a qualificadora de motivo fútil. A defesa da família da vítima recorreu, e o caso foi julgado pelo colegiado.

Rosaira foi morta na confraternização da empresa em que trabalhava

Arquivo pessoal

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